licopeno,carotenoide,câncer,doenças,lipídios,lipoproteínas
O presente trabalho consiste em uma revisão bibliográfica de dados científicos sobre o consumo de licopeno e sua atuação como composto bioativo de elevada capacidade antioxidante. O licopeno é um pigmento natural pertencente à classe dos carotenoides, caracterizado por sua estrutura linear altamente insaturada, o que lhe confere notável eficiência na neutralização de espécies reativas de oxigênio, em especial o oxigênio singleto. Dentre os carotenoides conhecidos, o licopeno destaca-se por apresentar a maior capacidade sequestrante dessa forma reativa, desempenhando papel fundamental na proteção celular contra os efeitos deletérios do estresse oxidativo. Radicais livres e espécies reativas de oxigênio são continuamente formados no metabolismo aeróbico e podem causar danos estruturais a lipídios, proteínas, lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e ao DNA. A ação cumulativa desses danos está relacionada à gênese de diversas patologias crônicas, incluindo câncer, aterosclerose, doenças neurodegenerativas e cardiovasculares. Nesse contexto, o licopeno atua como agente mitigador, contribuindo para a redução da peroxidação lipídica, estabilização de membranas e preservação da integridade genômica. A biodisponibilidade do licopeno é influenciada por fatores como o processamento térmico e a presença de lipídios na dieta, que favorecem sua absorção intestinal. Assim, alimentos processados à base de tomate, como molhos, purês, pastas e ketchup, apresentam maior disponibilidade do composto em comparação ao fruto in natura. Outras fontes relevantes incluem o mamão, a pitanga e a goiaba. Conclui-se que o consumo regular de alimentos ricos em licopeno representa uma estratégia dietética eficaz na prevenção de doenças relacionadas ao estresse oxidativo. Sua inclusão em hábitos alimentares equilibrados contribui significativamente para a manutenção da homeostase celular e para a promoção da saúde humana a longo prazo.