música,matemática,ancestralidade,identidade,autopesquisa.
O presente trabalho trata-se de um relato realizado a partir de um recorte da pesquisa em andamento intitulada: “Narrativa de Nós: O original nunca se desoriginará? Matematicamente ancestral, musicalmente decolonial - (de)marcações culturais entre intersecções - Música, história e imagem nas aspirações das juventudes periféricas.”, a qual tem como foco mapear e problematizar as possíveis encruzilhadas e seus desdobramentos presentes nas origens ancestrais de estudantes da educação básica da E.E. Geraldo Bittencourt localizada na cidade de Conselheiro Lafaiete - MG. Desta forma, neste relato, buscaremos trazer luz a problematizar em parte metodológica os pesquisadores, onde música e cultura se encontram como memórias e identidades culturais que se perseveram, transformam e se reconfiguram em meio aos processos de mudanças sociais, percebendo os padrões pelos quais se manifestam ritmos musicais como principal meio de resistência e fuga de uma estrutura social colonial. Diante disso, trabalhou-se a autopesquisa como metodologia central, buscando instigar o pesquisador a se perceber como um dos objetos de estudo e como a sua identidade abraça sua árvore genealógica, revelando padrões e costumes familiares que não se dissolvem, mesmo com o passar dos anos. Com isso, é notório como somos moldados a partir daqueles que nos antecedem e como nossas histórias estão entrelaçadas de certa forma com o meio social que estamos inseridos, possibilitando a existência de uma relação interseccional no meio familiar. Nesse sentido, as (de)marcações podem ser percebidas como pontos onde acontecem o cruzamento de diferentes perspectivas do “eu” e “nós”, criando uma ponte entre as diferentes linhagens daquele meio e como são relacionadas. A pesquisa pretende, assim, dialogar com a matemática, música, ancestralidade e as relações entre as raízes identitárias dos pesquisadores.