Produção de energia à base de Moringa oleifera

2025-3615.jovemNosso estudo investigou o potencial da moringa como fonte de energia renovável, sustentável e acessível. Os resultados mostraram que a raiz da planta produz mais tensão que o caule e que a tensão fica maior debaixo do sol do que na sombra. Além disso, a ligação em série permitiu ligar um LED. Desse modo, a Moringa oleifera se configura como uma fonte de energia renovável e um caminho sustentável e acessível para a produção de energia de baixa potência.
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Belo Horizonte/MG
Colégio Militar de Belo Horizonte
Engenharias
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Moringa oleifera, produção de energia, energia renovável, energia sustentável, energia acessível.

Resumo Científico

A produção de energia mundial enfrenta desafios ambientais, especialmente com as fontes não renováveis. Assim, deve-se buscar fontes renováveis de produção de energia. Desse modo, o objetivo geral deste estudo é investigar a potencialidade da Moringa Oleifera como fonte de energia renovável, sustentável e acessível. O estudo visa também avaliar a eficácia da produção de energia à base de Moringa Oleifera, identificar e avaliar a parte mais adequada para a produção de energia e investigar a eficácia da produção de energia no sol e na sombra. Foi realizado um experimento com teste inicial para captar a energia natural das raízes e do caule de um pé de moringa de 1,60 m usando hastes de cobre e um multímetro digital. A voltagem foi medida no caule e na raiz. O experimento foi replicado com outras plantas (jabuticabeira, goiabeira e samambaias) para comparação. Para aumentar a voltagem, foram feitos testes adicionais com a ligação em série de duas moringas, usando fios condutores. Os resultados mostraram que a tensão na raiz foi consistentemente maior (0,053 a 0,193 V) do que no caule (0,002 a 0,006 V) e era maior sob o sol. No teste comparativo com outras plantas, a moringa atingiu a maior tensão. Em outro teste adicional, a ligação em série aumentou a tensão para 0,225 V. A maior voltagem alcançada foi de 2 V, obtida com a moringa em série e um multiplicador de tensão, o que permitiu acender um pequeno LED vermelho. As conclusões apontam para a viabilidade da moringa como uma planta geradora de energia de baixa potência. A superioridade da moringa em relação às outras plantas pode estar ligada à sua rica composição nutricional. Apesar de a voltagem máxima de 2 V ser insuficiente para dispositivos de alta potência, acender um LED demonstra um potencial promissor. A continuidade do projeto, com otimização do sistema, mais plantas em série e tecnologias de armazenamento, pode tornar a energia à base de uma solução eficaz e contribuir para um futuro sustentável.