GESS ECO: UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DE CASCA DE OVO NA PRODUÇÃO DE GESSO (FASE II)

2025-3582.jovemO Gess Eco desenvolve um gesso sustentável feito com cascas de ovos, fibra de coco e polímeros naturais, como goma guar e CMC, reduzindo impactos ambientais e promovendo inovação na construção civil alinhada aos ODS da ONU.
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Maceió/AL
UNIDADE INTEGRADA SESI/SENAI CARLOS GUIDO FERRARIO LOBO
Engenharias
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Gesso de casca de ovo, sustentabilidade/ODS.

Resumo Científico

A crescente demanda por materiais sustentáveis na construção civil estimula a busca por alternativas ao gesso convencional, cuja produção gera impactos ambientais significativos. O projeto Gess Eco propõe aprimorar um gesso ecológico previamente desenvolvido com cascas de ovos, goma xantana e fibra de coco, substituindo a xantana por goma guar e carboximetilcelulose (CMC), com o objetivo de otimizar propriedades como resistência mecânica, tempo de secagem e firmeza. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4, 9, 11, 12 e 15), o projeto visa produzir um gesso sustentável aplicável em revestimentos e estruturas leves, contribuindo para cidades mais sustentáveis (ODS 11) e a preservação de ecossistemas terrestres (ODS 15), por meio da redução de resíduos em aterros e da menor extração de recursos minerais. Os objetivos específicos incluem comparar as propriedades físico-químicas das novas formulações com o gesso tradicional, promover o reaproveitamento de resíduos e fomentar a educação de qualidade (ODS 4) por meio de campanhas em escolas e coletas de cascas de ovos em fábricas de bolos e outros estabelecimentos. A metodologia compreende: (1) revisão bibliográfica sobre goma guar e CMC em compósitos; (2) preparo de protótipos com 300 g de casca de ovo triturada, 100 g de vinagre, 100 g de amido de milho, 10 g de fibra de coco e 10 g de goma guar ou CMC; (3) testes de moldagem artesanal, secagem, resistência mecânica e biocompatibilidade em temperatura ambiente; (4) validação conforme a norma ABNT NBR 13207 e demais normas técnicas aplicáveis; e (5) análise estatística com teste t de Student, comparando os resultados com o gesso convencional e a formulação anterior à base de xantana. Espera-se que a goma guar, natural e sustentável, mantenha a coesão e retenha umidade, enquanto a CMC, biodegradável, acelere a secagem e aumente a firmeza. Os protótipos devem apresentar resistência comparável ao gesso tradicional.