Famílias não tradicionais; Desenvolvimento socioemocional.
O presente trabalho teve como objetivo investigar as transformações ocorridas no modelo familiar brasileiro nas últimas décadas, com ênfase nas famílias não tradicionais, como as monoparentais, unipessoais e homoafetivas. Buscou-se compreender de que forma essas configurações influenciam o desenvolvimento socioemocional dos filhos na adolescência, fase determinante para a formação da identidade e das relações sociais. Para alcançar esse propósito, foi adotada uma abordagem quali-quantitativa, composta pela aplicação de questionários a 191 estudantes de 13 a 18 anos, pertencentes a diferentes tipos de famílias, e pela realização de duas entrevistas semiestruturadas com uma mãe solo e uma neuropsicopedagoga, o que possibilitou uma análise mais aprofundada das experiências e percepções dos participantes. As análises evidenciaram que o impacto socioemocional nos adolescentes não se relaciona diretamente ao tipo de família, mas à qualidade das relações afetivas e ao suporte emocional oferecido no ambiente familiar. Verificou-se que jovens de famílias não tradicionais podem enfrentar desafios adicionais, como preconceitos e ausência de políticas públicas adequadas, mas também demonstram maior resiliência e empatia quando há vínculos saudáveis e comunicação aberta. O estudo conclui que os objetivos foram alcançados, destacando que tanto famílias tradicionais quanto não tradicionais apresentam potencialidades e limitações, sendo fundamental reconhecer a diversidade familiar e promover ações que valorizem o afeto, o diálogo e o acolhimento como bases do desenvolvimento emocional equilibrado dos adolescentes.