Juventude, realização pessoal, saúde mental.
A ansiedade entre jovens tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos, superando, pela primeira vez, os índices observados em adultos no Brasil. Pesquisas recentes apontam uma alteração na chamada “curva da felicidade”, revelando que a juventude deixou de ser o período de maior satisfação pessoal e bem-estar. Esse cenário evidencia mudanças nas experiências emocionais e sociais dessa faixa etária, levantando questões sobre os fatores que influenciam sua saúde mental, como o uso excessivo das redes sociais, as pressões acadêmicas e a busca por aceitação em um mundo conectado. Diante disso, torna-se essencial investigar como os jovens, principais usuários dessas redes, lidam com expectativas, sentimentos de satisfação pessoal e definição de sucesso. O presente estudo o objetivo de compreender como adolescentes percebem e definem os conceitos de felicidade e sucesso, considerando influências sociais, culturais, econômicas e digitais. Foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o tema e, em seguida, aplicado um questionário (Google Forms) a estudantes da 1ª à 3ª série do Ensino Médio, de uma escola particular em Salvador (BA). A pesquisa contou com 35 voluntários, dos quais 54,3% consideraram a felicidade como verdadeiro sucesso, embora 88,6% percebam que a sociedade valoriza mais conquistas materiais e status. Sentimentos de pressão para “dar certo” (74,3%) e comparações sociais, especialmente pelas redes (74,3%), apareceram como respostas relevantes. Apesar de quase metade acreditar ser possível ser feliz sem ser bem-sucedido, barreiras como medo do julgamento, pressão familiar, falta de apoio financeiro e desigualdades estruturais foram citadas por mais da metade. Para 65,7%, o contexto econômico e social influencia diretamente suas metas e expectativas. Os resultados mostram que os jovens costumam valorizar a felicidade como medida de sucesso, mas essa visão é constantemente atravessada por pressões sociais, familiares e econômicas.