Genética; Desextinção; Biodiversidade; Ecossistemas.
Este trabalho teve como objetivo investigar as razões que motivam a comunidade científica a desenvolver pesquisas voltadas à desextinção, ou seja, o processo de ressurgimento de espécies extintas por meio de técnicas genéticas. A escolha do tema foi motivada pelo interesse em compreender o impacto dessa prática sobre a biodiversidade e os ecossistemas, bem como suas implicações éticas e tecnológicas. O objetivo geral é analisar as justificativas apresentadas em artigos científicos e entrevistas por pesquisadores para a retomada de espécies desaparecidas, enquanto os objetivos específicos incluem: identificar casos de clonagem e seus desdobramentos, identificar casos documentados de projetos de desextinção, compreender as técnicas genéticas envolvidas e avaliar potenciais benefícios e riscos da prática. A metodologia adotada consistiu em pesquisa bibliográfica com levantamento de informações em artigos científicos. As informações foram selecionadas, organizadas em categorias temáticas e analisadas qualitativamente. Além do estudo teórico foi proposto uma simulação parcial de desextinção por meio do experimento de extração de DNA do morango com o objetivo de compreender, o processo por trás da clonagem. Como resultados parciais deste estudo, compreendemos que, atualmente, duas práticas de clonagem estão sendo utilizadas, a clonagem terapêutica e a clonagem reprodutiva. A princípio, os resultados indicam que, de acordo com os cientistas envolvidos, as principais motivações para a desextinção incluem a restauração de ecossistemas degradados, a ampliação do conhecimento científico em genética e evolução, e o reforço da preservação da biodiversidade. Contudo, foram identificados riscos significativos, como possíveis desequilíbrios ecológicos, altos custos e dilemas éticos. Assim, embora a desextinção represente um avanço científico promissor, sua implementação deve ser acompanhada de rigorosa avaliação de impactos ambientais, sociais e econômicos.