Que história é essa? Uma exposição multissensorial para compreender nossas Singularidades

2025-3506.jovemO Projeto Singularidades propõe a criação de uma exposição multissensorial itinerante desenvolvida por estudantes do Ensino Médio. A iniciativa busca promover a empatia e a compreensão das experiências vividas por pessoas neurodivergentes, favorecendo a reflexão sobre inclusão, acessibilidade e respeito às diferenças. Por meio de vivências sensoriais, o projeto estimula o diálogo entre ciência, educação e sensibilidade humana, reafirmando o compromisso com uma escola mais acolhedora e plural.
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São José do Alegre/MG
Escola Estadual Maria Lina de Jesus
Ciências Sociais Aplicadas
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Neurodiversidade, Inclusão, Protagonismo

Resumo Científico

O projeto Que história é essa? Uma exposição multissensorial para compreender nossas Singularidades é uma extensão do projeto de 2024, Que história é essa? Desobediências epistêmicas em prol da luta decolonial. Visamos responder Como experiências multissensoriais podem contribuir para a sensibilização de diferentes públicos sobre as particularidades da neurodiversidade, em especial do Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo práticas mais inclusivas em contextos escolares e sociais? Este projeto objetiva problematizar preconceitos e estigmas por meio da criação de uma experiência sensorial itinerante. Temos como foco a promoção da experiência de pesquisa de cunho científico, visando a compreensão do TEA e de algumas outras condições e transtornos do desenvolvimento, para tanto, estamos em processo de desenvolvimento e testagem da criação de um “produto”, uma exposição multissensorial itinerante que convide ao público a mergulhar em um percurso sensível de escuta, empatia e compreensão sobre a neurodiversidade. A proposta nasce da constatação de que ainda prevalecem discursos reducionistas que dificultam a inclusão e a valorização das diferenças no ambiente escolar e social. A mostra propõe vivências que mobilizam experiências táteis, sonoras, visuais e interativas, os visitantes são convidados a refletir sobre questões como comunicação alternativa, sobrecarga sensorial, rotina, seletividade alimentar, estereotipias, ecolalias e outras manifestações comuns em pessoas autistas. Ao percorrer esse caminho, busca-se promover não apenas a informação, mas também o afeto, o respeito às diferenças e a importância de práticas educativas e sociais verdadeiramente inclusivas. Dessa forma, a exposição multissensorial configura-se não apenas como produto pedagógico, mas como ação política e cultural, capaz de tensionar narrativas hegemônicas e afirmar o direito de cada indivíduo a ser quem se é, fortalecendo a construção de uma sociedade mais plural, justa e inclusiva.