Agroquímicos, Bolor verde, Extrato vegetal
O bolor verde (Penicillium digitatum) é considerado a principal doença pós-colheita dos citros, principalmente em climas quentes. A infecção pelo patógeno ocorre por meio de ferimentos onde os nutrientes estão disponíveis e estimulam a germinação dos esporos depositados na superfície do fruto. Para o controle doenças como o bolor verde os agricultores fazem uso de agroquímicos, porém esse uso continuo destes produtos potencializa a resistência deste patógeno aos tratamentos além de causar prejuízos há saúde humana e o meio ambiente. Este estudo tem como objetivo avaliar o efeito antifungico de diferentes extratos vegetais no controle do crescimento micelial do fungo Penicillium digitatum em condições in vitro. Para a escolha inicial das plantas foi-se feito um levantamento do conhecimento popular e em seguida, uma revisão de literatura afim de avaliar estudos já realizados. Constatando os estudos prévios, escolheu-se as plantas Arruda, Loro, Uva-Do- Japão, Acacia, Eucalipto, Melão De São Caetano, Alfavaca, Cravo, Espatódea, Olho De Boi. Os extratos foram preparados em concentrações de 5g, 10g, 15g e 20g por litro de água, mantidos em um local sem incidência de luz por sete dias e em seguida foram diluídos em meio BDA, na proporção de 180 mL de meio BDA para 20mL de extrato vegetal. O meio foi então autoclavado e despejado em placas de Petri, que também foram devidamente autoclavadas. Após o resfriamento, foi realizado o processo de inoculação do fungo. As placas permaneceram em uma BOD por 7 dias a uma temperatura de 25°C e fotoperíodo de 12 horas. Durante este período, foram realizadas 3 avaliações do crescimento micelial do fungo, onde os dados analisados foram utilizados no SISVAR com teste de médias de Scott-Knott a 5% de significância. Muitos dos extratos mostraram-se promissores para a inibição do fungo, Penicillium digitatum, entre eles a Uva-do-Japão, Olho de Boi e Melão-São Caetano, com mais de 50% de inibição do desenvolvimento micelial do fungo.