bioplástico, economia circular, cultura oceânica.
Itapissuma, cidade costeira de forte tradição pesqueira, enfrenta um problema ambiental e social crescente: o desperdício de cascas de camarão e caranguejo e o uso excessivo de plásticos convencionais. Isso compromete a vida marinha, a saúde da população e a atividade econômica da cidade. Diante desse contexto, surge a seguinte questão: seria possível transformar os resíduos de crustáceos em uma alternativa viável e sustentável aos plásticos convencionais, reduzindo seus impactos ambientais e fortalecendo a economia local? O projeto BioCrust investiga o potencial da quitina presente nesses resíduos como matéria-prima para a produção de bioplásticos. A pesquisa, de caráter experimental, quantitativo e qualitativo, envolveu a coleta, extração e conversão da quitina em quitosana, seguida da produção de bioplásticos testados quanto à resistência, barreira à água e conservação alimentar. Os resultados indicam que o bioplástico obteve bom desempenho, mesmo em comparação ao filme de PVC, o nosso não gera microplásticos, e pode contribuir para reduzir a poluição plástica, promover a economia circular e valorizar o trabalho das famílias que vivem da pesca e do comércio de crustáceos. O projeto dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12 (Consumo e Produção Responsáveis), 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e 14 (Vida na Água), fortalecendo a Cultura Oceânica e a valorização dos saberes locais na busca por soluções científicas que aliam inovação, sustentabilidade e identidade costeira.