Clube de Química: alfabetização científica integrada às humanidades

2025-1011.maisO Clube de Química da EREF João Bento, em Itapissuma-PE, promove a Alfabetização Científica articulando teoria e prática a desafios locais como resíduos marinhos e poluição plástica. Com base na Aprendizagem Baseada em Problemas, estimula protagonismo estudantil, amplia a participação feminina e conquista destaque em olimpíadas. Mais que preparação para competições, tornou-se um laboratório vivo de cidadania, ecoformação e inovação pedagógica.
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Itapissuma/PE
EREF João Bento de Paiva
Ciências Exatas e da Terra
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

alfabetização científica e tecnológica, clube de química, olimpíadas de química, território.

Resumo Científico

O Clube de Química da EREF João Bento de Paiva, em Itapissuma-PE, consolida-se como espaço de Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT) integrado à Educação Integral em Tempo Integral, articulando ciência, território e protagonismo juvenil. O projeto parte da percepção de que o ensino de Química, frequentemente fragmentado, afasta-se da realidade estudantil e carece de sentido social. A partir de metodologias investigativas, especialmente da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), o clube promove experimentação, debates interdisciplinares e preparação para Olimpíadas de Química (OPEQ, OBQJr e QUIMENINAS), inserindo as problemáticas socioambientais locais – como o descarte de cascas de ostras e a poluição plástica no Canal de Santa Cruz – no centro da aprendizagem. Entre 2023 e 2025, os resultados destacam medalhas em olimpíadas estaduais e nacionais, aprovação em segundas fases, participação expressiva de meninas e homenagens inéditas na Assembleia Legislativa de Pernambuco, além da projeção regional da escola como polo de iniciação científica. Observou-se ainda o fortalecimento da identidade científica, aumento da autoestima estudantil e maior interesse por carreiras acadêmicas. A experiência demonstra que a extensão do tempo escolar, quando preenchida por práticas dialógicas e problematizadoras, promove aprendizagens emancipatórias e críticas, superando a lógica da simples repetição curricular. Reconhecido também em âmbito científico nacional, o modelo mostra-se replicável em outras escolas, apontando caminhos para políticas públicas de democratização da ciência e formação cidadã. O Clube de Química, assim, configura-se como laboratório vivo de ecoformação, inovação pedagógica e transformação social.