Escorpiões de importância médica na Bahia: distribuição, toxinas e estratégias de prevenção

2025-3421.jovemO projeto investiga as principais espécies de escorpiões de importância médica na Bahia, analisando seus riscos à saúde, efeitos das toxinas e medidas de prevenção. A pesquisa busca conscientizar a população por meio da educação científica e ambiental, contribuindo para a redução de acidentes e a valorização dos predadores naturais.
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Salvador/BA
Colégio Batista Encontro
Ciências da Saúde
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Acidentes escorpiônicos, Escorpiões baianos, Toxinas.

Resumo Científico

Os escorpiões são aracnídeos peçonhentos altamente resistentes e existem há mais de 450 milhões de anos. Assim como todo ser vivo, os escorpiões têm papel importante no equilíbrio ecológico. Segundo Denise Candido, há cerca de 185 espécies de escorpiões no Brasil, destas 25 são registradas no estado da Bahia, com ocorrência apenas de três espécies de importância médica: Tityus bahiensis, Tityus serrulatus, Tityus stigmurus, todos pertencentes à família Buthidae. Este trabalho teve como objetivo geral analisar as principais espécies de escorpiões encontradas no estado da Bahia, destacando seus riscos à saúde pública, os efeitos das toxinas e as medidas de prevenção e controle. A pesquisa foi realizada por meio de revisão bibliográfica, com foco em artigos científicos, bases de dados e relatórios de saúde pública entre os anos de 2020 e 2025. Os critérios de seleção dos estudos foram de acordo com as abordagens: identificação dos escorpiões que ocorrem na Bahia; Os perigos dos acidentes com escorpiões de importância médica; As toxinas e os seus efeitos; Estratégia de controle e prevenção dos escorpiões. Foram identificadas como principais espécies de interesse médico o Tityus serrulatus, o mais venenoso da América do Sul, assim como as outras espécies da família Buthidae, apresentam toxinas neurotóxicas que afetam os canais iônicos do sistema nervoso, causando dor intensa, espasmos, convulsões. Além de neurotoxinas, os venenos dessas espécies podem apresentar outras toxinas como enzimáticas, citotoxinas e inseticidas. Entre os anos de 2020 e 2025, a Bahia registrou mais de 77 mil acidentes escorpiônicos com 37 óbitos, revelando a gravidade do problema. No combate e controle desses aracnídeos, é possível destacar a importância de predadores naturais, como galinhas, corujas, sapos e lagartos, como potenciais mecanismos de controle ecológico. Medidas como a vedação de ralos, limpeza de terrenos baldios e campanhas educativas são fundamentais para reduzir os riscos.