A psicologia por trás do medo: das telas e histórias ao subconsciente

2025-3420.jovemO projeto investiga as origens e consequências dos medos em crianças e adolescentes, analisando como o consumo de conteúdos de terror e práticas familiares baseadas no medo influenciam o desenvolvimento emocional. A pesquisa combina revisão teórica e aplicação de questionários, promovendo reflexões sobre educação, emoções e saúde mental juvenil.
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Salvador/BA
Colégio Batista Encontro
Ciências Sociais Aplicadas
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Filme de terror, Medos infantojuvenis, Medos e fobias, Traumas.

Resumo Científico

O medo é uma emoção básica que pode ser inata ou desenvolvida. É muito comum a manifestação do medo na infância e na adolescência, podendo acompanhar o indivíduo até a fase adulta. São diversos os motivos para o surgimento do medo, pode ser uma experiência traumática, um reflexo instintivo de proteção, como quando se assiste a filmes de terror, ao escutar histórias contadas por nossos familiares, por exemplo. Ao longo dos anos, crianças e adolescentes têm tido cada vez mais contato com telas, consumindo conteúdos de terror, o que os deixa impressionados e amedrontados. Segundo Myers, o medo é uma “emoção venenosa”, pois pode preocupar tanto o indivíduo a ponto de fazê-lo perder horas de sono ou deixar de realizar coisas importantes em sua vida. Além disso, Hersen em “autoavaliação do medo” descreve o medo como sendo de quatro tipos: motor, orgânico, psicológico e verbal. Partindo disso, a pesquisa em questão tem como objetivo geral investigar as consequências e as origens dos medos em crianças e adolescentes de um determinado colégio. Foi feita uma revisão bibliográfica para fundamentação à pesquisa. Posteriormente, foi elaborado um questionário na ferramenta Google Forms com base na escala de Likert. Na sequência, foram recrutados voluntários seguindo todos os procedimentos éticos. Por fim, foi feita a tabulação dos dados no Microsoft Word. Participaram desta pesquisa 40 estudantes com idades entre 9 e 15 anos. O medo da morte (40%) e de falar em público (22,5%) foram os medos mais citados pelos voluntários. A fobia mais relatada foi a claustrofobia (27,5%). Alguns medos e fobias que os dados revelam podem ser justificados pelo consumo de conteúdos de terror (20%), além do fato de 85% das famílias usarem o medo para “educar”. Assim, conclui-se que os medos são diversos no público estudado e podem ter origem tanto em histórias contadas quanto em consumir conteúdos de terror, bem como surge no meio familiar, como forma de “educação” que gera traumas em crianças.