autoimagem, redes sociais, padrões estéticos
O presente estudo aborda autoimagem e redes sociais e os seus impactos na autoestima feminina. O objetivo principal foi compreender de que forma estas mídias influenciam a percepção que as mulheres têm de si mesmas. A pesquisa adotou uma abordagem quantitativa, por meio da aplicação de questionários em duas escolas com estudantes entre 11 e 18 anos. Além disso, foram realizadas entrevistas qualitativas: uma com uma psicóloga, para analisar as possíveis consequências das redes sociais na saúde mental feminina, outra com uma publicitária, com o intuito de entender a influência das estratégias de marketing e publicidade na construção da autoimagem e com uma influenciadora. Os resultados mais importantes foram que, através da análise dos questionários, observou-se que a quantidade de adolescentes de 11 a 13 anos são as que mais se comparam e são as que estão menos satisfeitas com o próprio corpo. Consequentemente, esse público é um dos que mais usam as redes sociais durante várias horas. Mulheres de todas as idades destacaram que são ou que já foram reféns da edição de fotos a fim de mostrar um padrão “ideal” nas redes e muitas delas também marcaram que, às vezes, se comparam com mulheres com um padrão muito diferente do delas nas redes sociais. Descobriu-se também, através da entrevista com a psicóloga, que depressão e ansiedade são os distúrbios psicológicos mais comuns associados à comparação nas redes. Destaca-se que, ao final do projeto as hipóteses foram confirmadas, tornando possível perceber que as redes sociais afetam sim, e muito, a mente feminina, além de facilitar para que elas desencadeiem distúrbios psicológicos. Os objetivos propostos foram colocados em prática, e os resultados da pesquisa permitiram evidenciar os efeitos negativos da comparação nas redes sociais. A partir dessas conclusões, torna-se possível orientar as mulheres a reconhecerem seu valor, incentivando o amor-próprio e mostrando que não é necessário seguir os padrões impostos.