Biossurfactante, M. charantia, Hidrocarboneto
Os derramamentos de óleo são um problema gravíssimo presente ao redor do planeta, causando destruição por onde acontecem: intoxicam animais, impedem a fotossíntese de seres marinhos e contaminam água potável. Um derramamento relativamente recente e relevante foi o derramamento que ocorreu na costa nordestina em 2019, com mais de 5 mil toneladas de petróleo contaminando milhares de quilômetros de linha de costa. Há no mercado uma solução muito simples para essa problemática, conhecida como surfactantes. Eles são capazes de quebrar a tensão superficial da água e tornar a limpeza da área contaminada mais fácil. Infelizmente, os surfactantes são químicos altamente tóxicos que também contaminam o ambiente em que são usados. Além disso, a vertente dos biossurfactantes não é muito eficiente, sendo criados com base em microrganismos como bactérias e fungos, apresentando um custo elevadíssimo de produção. Assim, essa pesquisa surge como uma alternativa biodegradável, barata e eficiente para a solução dos problemas listados acima: a planta Momordica charantia, muito abundante nas regiões litorâneas do Brasil, que produz saponina como metabólito secundário. A saponina é uma molécula orgânica com capacidades surfactantes que trabalha como composto ativo do extrato. No início da pesquisa, o desenvolvimento do extrato é uma atividade simples e corriqueira, podendo ser produzida em larga escala sem prejudicar o produto final. Os testes de capilaridade, emulsão e espalhamento foram testes que evidenciam as capacidades do extrato de forma experimental, enquanto a injeção no cromatógrafo foi um teste que quantificou a capacidade do extrato e confirmou o pioneirismo e efetividade do biossurfactante produzido.