Produção de um biossurfactante a base da planta (Momordica charantia)

2025-3349.jovemCom base na problemática da contaminação da água por hidrocarbonetos, causado por derramamentos de óleo em corpos hídricos, além da ineficiência e problemas causadas pela maneira atual de solucionar esse problema, fora desenvolvido um biossurfactante inovador, a base de plantas, eficiente, de rápida produção e barato, com uma planta abundante no litoral brasileiro.
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Recife/PE
Colégio Militar do Recife
Ciências Exatas e da Terra
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Biossurfactante, M. charantia, Hidrocarboneto

Resumo Científico

Os derramamentos de óleo são um problema gravíssimo presente ao redor do planeta, causando destruição por onde acontecem: intoxicam animais, impedem a fotossíntese de seres marinhos e contaminam água potável. Um derramamento relativamente recente e relevante foi o derramamento que ocorreu na costa nordestina em 2019, com mais de 5 mil toneladas de petróleo contaminando milhares de quilômetros de linha de costa. Há no mercado uma solução muito simples para essa problemática, conhecida como surfactantes. Eles são capazes de quebrar a tensão superficial da água e tornar a limpeza da área contaminada mais fácil. Infelizmente, os surfactantes são químicos altamente tóxicos que também contaminam o ambiente em que são usados. Além disso, a vertente dos biossurfactantes não é muito eficiente, sendo criados com base em microrganismos como bactérias e fungos, apresentando um custo elevadíssimo de produção. Assim, essa pesquisa surge como uma alternativa biodegradável, barata e eficiente para a solução dos problemas listados acima: a planta Momordica charantia, muito abundante nas regiões litorâneas do Brasil, que produz saponina como metabólito secundário. A saponina é uma molécula orgânica com capacidades surfactantes que trabalha como composto ativo do extrato. No início da pesquisa, o desenvolvimento do extrato é uma atividade simples e corriqueira, podendo ser produzida em larga escala sem prejudicar o produto final. Os testes de capilaridade, emulsão e espalhamento foram testes que evidenciam as capacidades do extrato de forma experimental, enquanto a injeção no cromatógrafo foi um teste que quantificou a capacidade do extrato e confirmou o pioneirismo e efetividade do biossurfactante produzido.