Anemia Falciforme, Traço Falciforme, Saúde Pública
A inquietação de um dos pesquisadores diante do diagnóstico de traço falciforme de sua irmã Ayla foi o motivador da presente pesquisa. A anemia falciforme e o traço falciforme afetam a estrutura das hemácias e comprometem o transporte de oxigênio, sendo detectáveis por exames oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), como o Teste do Pezinho e a Eletroforese de Hemoglobina. O estudo tem como objetivo propor mecanismos de informação sobre essas condições, promover a conscientização da população e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos afetados. Justifica-se pela escassez de materiais educativos e pela desinformação que ainda dificulta o diagnóstico precoce e o apoio às famílias. Foi realizado um levantamento quantitativo por meio da aplicação de questionário estruturado a pessoas com traço ou anemia falciforme, visando levantar dados sobre saúde e qualidade de vida. Além disso, foi criada a proposta de um podcast informativo com base científica, voltado à educação e à conscientização sobre essas condições genéticas. Os resultados revelam que grande parte dos participantes desconhece a forma como recebeu o diagnóstico, não realiza acompanhamento médico regular e sente limitações na prática de atividades físicas, embora muitos não associem esses sintomas à condição genética. A maioria também relata não receber informações detalhadas sobre o traço ou a anemia falciforme, demonstrando lacunas significativas na comunicação entre profissionais de saúde e pacientes. Há urgência de estratégias educativas que promovam o conhecimento sobre essas condições, incentivem o diagnóstico precoce e reduzam os estigmas sociais, além de reforçar a importância do acompanhamento médico contínuo e da orientação genética para famílias afetadas.