seletividade, alimentação
A seletividade alimentar é caracterizada pela recusa frequente de certos alimentos, preferência restrita por texturas, cores ou preparações específicas, e resistência a experimentar novos sabores. Esse comportamento é comum em crianças, mas também pode persistir na adolescência e vida adulta, impactando diretamente os hábitos alimentares e a saúde geral. O projeto tem como objetivo analisar a seletividade alimentar, desmistificando a mesma como um tipo de frescura, mas mostrando que é uma condição do indivíduo. Diversos fatores podem contribuir para a seletividade alimentar, incluindo aspectos sensoriais, experiências negativas com a alimentação, questões comportamentais e até condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em muitos casos, a seletividade leva a uma dieta pobre em variedade e qualidade nutricional, com consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e baixo aporte de frutas, legumes e vegetais. Quando os hábitos alimentares são limitados por longos períodos, podem surgir deficiências nutricionais, prejuízos no crescimento (em crianças), redução da imunidade e aumento do risco para doenças crônicas, afetando diretamente a saúde física e mental. A abordagem da seletividade alimentar deve ser individualizada e, sempre que necessário, multidisciplinar, envolvendo nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais. O objetivo é promover uma relação positiva com a comida, ampliar gradualmente a aceitação de novos alimentos e desenvolver hábitos alimentares equilibrados e saudáveis ao longo da vida.