Letramento Científico, Feiras de Ciências, Divulgação Científica, Mostra Científica, Prática Pedagógica.
O presente trabalho tem como objeto de estudo a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), analisada enquanto estratégia pedagógica de incentivo à alfabetização científica na Educação Básica. A pesquisa partiu do seguinte problema: como se deu a evolução da FEBRACE até sua 23ª edição em 2025, e de que maneira ela tem contribuído para a promoção da alfabetização científica no contexto educacional brasileiro? O objetivo geral foi investigar a trajetória histórica da FEBRACE, compreender sua estrutura e analisar sua relevância como instrumento de fomento ao ensino de ciências por meio de práticas investigativas. Para tanto, utilizou-se uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e documental, com base na análise de relatórios e dossiês oficiais disponibilizados pela própria FEBRACE. O aporte teórico fundamenta-se em autores como Balbino e Santos Júnior (2025), Silva e Sasseron (2021), Cantizane (2023) e Galego (2023), que discutem a alfabetização científica, o ensino investigativo e a relação com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os resultados apontam que, desde sua criação em 2003, a FEBRACE tem se consolidado como uma das principais feiras de ciências do país, ampliando significativamente o número de participantes, escolas envolvidas e projetos finalistas. A edição de 2025 contou com 2896 projetos submetidos, com a participação de estudantes dos 27 estados brasileiros. Constatou-se que a feira promove a cultura científica ao aproximar estudantes da prática investigativa, estimulando o pensamento crítico e o protagonismo juvenil. Além disso, embora a BNCC restrinja a alfabetização científica ao Ensino Fundamental e Médio, a FEBRACE evidencia a possibilidade de aplicação desde as etapas iniciais da escolarização. Conclui-se que a FEBRACE é uma política de promoção científica eficaz, que fortalece a integração entre ciência, escola e sociedade.