Curiosidade infantil, Educação ambiental, Alfabetização científica, Práticas investigativas, Sustentabilidade.
A curiosidade infantil, força motriz do aprendizado e do desenvolvimento cognitivo, representa um terreno fértil para a construção do pensamento científico desde a primeira infância. Este artigo busca compreender e evidenciar como a Alfabetização Científica, quando integrada à prática pedagógica na Educação Infantil, potencializa essa curiosidade e contribui para a formação de sujeitos críticos, criativos e socialmente comprometidos. Com abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, fundamenta-se em autores brasileiros contemporâneos como Sasseron e Carvalho (2011), Chassot (2010), Gadotti (2000) e Oliveira e Oliveira (2018), cujas reflexões articulam ciência, infância e educação ambiental de forma interdisciplinar. A Alfabetização Científica, nessa perspectiva, extrapola a mera transmissão de conteúdos e se constitui como processo formativo que estimula a observação atenta, o levantamento de hipóteses, a investigação sistemática e a argumentação fundamentada, reconhecendo a criança como protagonista na construção do conhecimento. Documentos normativos, especialmente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), orientam e legitimam essa abordagem ao assegurar direitos de aprendizagem que favorecem a exploração do ambiente, a experimentação, a imaginação e o desenvolvimento do pensamento crítico. Ao promover experiências investigativas e lúdicas, a prática pedagógica na Educação Infantil possibilita o diálogo entre ciência e cotidiano, reforçando o encantamento pelo saber e despertando a consciência sobre questões ambientais e sociais. A valorização das múltiplas linguagens infantis e a escuta sensível por parte dos educadores tornam-se estratégias centrais para ampliar as oportunidades de expressão e de construção de significados pelas crianças. Conclui-se que investir na Alfabetização Científica desde os primeiros anos de vida, por meio de práticas pedagógicas contextualizadas e interdisciplinares, fortalece a autonomia intelectual e a responsabilidade socioambiental