chás, plantas medicinais, atividade antimicrobiana, horta
Plantas medicinais possuem propriedades terapêuticas e muitas são conhecidas pelo seu potencial antimicrobiano. Na nossa escola, há uma grande diversidade de espécies medicinais. Assim, decidimos avaliar o potencial antimicrobiano dessas plantas na forma de chá. Apesar de serem menos concentrados, os chás são mais acessíveis do que a extração de óleos essenciais e podem ser uma alternativa mais viável para as pessoas, contendo as moléculas responsáveis pelos mesmos efeitos dos óleos essenciais. Preparamos meios de cultura em placas de Petri seguindo o procedimento do Grupo de Estudos e Pesquisas Ciensinar da Universidade Federal de Juiz de Fora, que utiliza gelatina incolor e caldo de galinha. Coletamos, com cotonetes, amostras da pele da mão de um aluno e as distribuímos uniformemente nas placas. Uma placa de Petri foi utilizada como controle e, nas demais, colocamos chás obtidos por infusão de plantas selecionadas. As plantas selecionadas foram: babosa, alecrim, manjericão, capim-limão, mirra e amoreira. Escolhemos essas espécies por estarem presentes na horta escolar e já haver, na literatura, estudos mostrando seu potencial antimicrobiano. O chá de capim-limão foi o mais eficaz em inibir o crescimento microbiano entre as amostras testadas, sugerindo que ele foi o melhor antifúngico em relação aos demais chás. A babosa, o manjericão, o alecrim e a amoreira tiveram um crescimento microbiano elevado em relação ao controle. Isso foi contrário ao esperado, pois se esperava que essas plantas tivessem o efeito antimicrobiano. Contudo, a atividade antimicrobiana dos chás parece menor do que a dos óleos essenciais, como indica a literatura. Além disso, reconhecemos que nosso experimento pode não refletir com precisão o potencial real desses chás por ter sido um experimento baseado em materiais caseiros para a aprendizagem na escola. Ainda assim, o trabalho foi importante para o entendimento do método científico.