Iniciação Científica, Educação Básica, Protagonismo Juvenil
A pesquisa de mestrado, ainda em andamento, investiga como a Iniciação Científica (IC) na Educação Básica pode favorecer o desenvolvimento da Alfabetização Científica (AC) e da criticidade em estudantes do Ensino Médio, contribuindo para uma formação mais autônoma, participativa e reflexiva. Parte-se do entendimento da ciência como prática social, histórica e cultural, bem como de seu potencial enquanto recurso pedagógico capaz de romper com a passividade e a mera transmissão de conteúdos. Fundamentada nos referenciais de Pizarro e Lopes Junior (2016) e Paulo Freire, especialmente nos conceitos de curiosidade epistêmica e investigação temática, a pesquisa busca identificar indicadores de AC e habilidades categorizadas por interface com a obra de Freire nas produções e falas de um grupo de estudantes participantes do projeto “Que História é essa? Desobediências epistêmicas em prol da luta decolonial” (2024). Com abordagem qualitativa, o estudo acompanhou quatro estudantes por meio de diários de bordo, observações sistemáticas, participação em feiras científicas e grupos focais mediados por docente pesquisador. Os resultados parciais revelam avanços significativos em indicadores como articulação de ideias, investigação, argumentação e escrita científica, além do fortalecimento do protagonismo discente, do senso crítico e da responsabilidade com demandas sociais e culturais. Tais achados indicam que a IC, quando integrada ao cotidiano escolar, pode atuar como prática mediadora na formação crítica, ética e na autonomia intelectual, promovendo o reconhecimento dos estudantes como sujeitos ativos na produção, na divulgação e na transformação do conhecimento.