Gestão do Conhecimento, Redes sociais virtuais, Autismo
Tem crescido a ocorrência do número de diagnósticos de crianças no Espectro Autismo últimos anos no Brasil e no mundo. O portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA), em função da desordem e dos atrasos no desenvolvimento é considerado atípico em relação às demais crianças. Quando o diagnóstico do TEA em uma criança na família surge, a o principal desafio é o desconhecimento, sobretudo para as mães que diante desse contexto precisam adquirir práticas para lidar com o filho no cotidiano. O objetivo deste projeto é responder se o Facebook se caracteriza como um ambiente de contexto capacitante e ba para que as mães de autistas obtenham novos conhecimentos e boas práticas. O procedimento metodológico escolhido foi o estudo indutivo, categorizado como do tipo qualitativo e lançando mão do modelo proposto por Lima (2024) como ferramenta para teste empírico. Tal modelo foi resultado de tese de doutorado em gestão e organização do conhecimento na escola de ciência da Informação da UFMG. O modelo como ferramenta para aplicação em testes também foi apresentado no V Fórum de Pesquisa Discente (FORPED 2024) do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Organização do Conhecimento na Escola de Ciência da Informação da UFMG. Como resultado foi possível descrever o percurso das mães de crianças autistas desde a descoberta com o diagnóstico, passando pelo vazio informacional e de conhecimento até a validação e obtenção de conhecimentos aplicáveis para lidar com os desafios no cotidiano. Conclui-se que a plataforma do Facebook provê todo o aparato estrutural que permite as relações e comunicação via mensagens que ganham significado por meio das reações e conteúdos das postagens.