Controle alternativo, Extrato vegetal.
O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de maracujá (Passiflora edulis), com cerca de 690 mil toneladas produzidas em 2020(IBGE). Porém, doenças fúngicas comprometem a produção, sendo o Fusarium sp. o principal causador das manchas do maracujá, responsável pela fusariose. O controle é geralmente feito com agroquímicos, que podem causar impactos ambientais e à saúde humana. Este estudo busca avaliar o uso de extratos vegetais como alternativa orgânica e sustentável no controle do Fusarium sp., voltado especialmente a pequenos produtores. Foram selecionadas as seguintes plantas: Algodão-de-preá (Emilia fosbergii), Manto Rei (Thunbergia erecta), Ipoméia Vermelha (Ipomoea purpurea), Bignonia (Clytostoma), Cipó São João (Pyrostegia venusta), Unha de Gato (Macfadyena unguis-cati), Bucha (Luffa aegyptiaca), Lágrima de Cristo (Clerodendrum thomsoniae), Olho-de-boi (Mucuna urens), Cipó-mil-homens (Aristolochia triangularis), Liana (Banisteriopsis muricata) e Glicínia Americana (Wisteria americana). As folhas foram desidratadas e testadas nas concentrações de 0,5g a 2,0g por 100 mL de álcool 70%. Os extratos foram armazenados por 7 dias sem luz. Após isso, foi preparado o meio BDA (batata, dextrose e ágar), misturado com os extratos (180 mL de meio + 20 mL de extrato), vertido em placas esterilizadas. O fungo Fusarium sp. foi inoculado e, após dois dias em BOD, iniciou-se a medição do crescimento com paquímetro durante seis dias. Os dados foram analisados com o programa SISVAR, utilizando o teste de Scott-Knott (0,5%). Os resultados foram positivos, com inibição do Fusarium sp. entre 49% e 88%. Destaques para Olho-de-boi (15g/L e 20g/L), Lágrima de Cristo (10g/L e 15g/L), Liana (15g/L) e Manto Rei (15g/L e 20g/L).