câncer de mama, tratamentos de fertilidade, fatores endócrinos
O presente estudo aborda a possível relação entre os tratamentos de fertilidade e o câncer de mama, com foco em fatores que alteram os níveis de estrogênio e progesterona, especialmente nos subtipos Luminal A e Luminal B, que são hormônio-dependentes. O principal objetivo foi investigar se o percentual de mulheres que desenvolveram câncer de mama era maior entre aquelas que realizaram tratamentos de fertilidade na região do Vale do Caí e Sinos, Rio Grande do Sul. A metodologia combinou abordagens qualitativa (entrevistas com médicas oncologista e especialista em fertilidade) e quantitativa (aplicação de um questionário digital a mais de 250 mulheres adultas da região). Os resultados da pesquisa de campo indicaram a existência de diversos fatores de risco já apontados pela literatura, como alta incidência de histórico familiar (44% no grupo diagnosticado) e sobrepeso (44% no grupo diagnosticado), além de confirmar a relação com nuliparidade e a falta de amamentação. Contudo, não foi alcançada uma conclusão sólida sobre a correlação direta entre os tratamentos de fertilidade e o aumento do risco, visto que a taxa de incidência (11% entre as diagnosticadas) foi levemente superior, mas estatisticamente inconclusiva, quando comparada ao total de participantes que realizaram o tratamento (9,6%). A descoberta tardia da teoria de Terry et al. (2006) sobre a possível proteção da infertilidade natural direcionou a continuação da pesquisa para uma terceira revisão de literatura, focada nos tipos de infertilidade, a fim de aplicar um segundo questionário mais objetivo e mais conclusivo. O trabalho enfatiza a necessidade de estudos mais aprofundados sobre a segurança hormonal e trouxe à tona questões importantes sobre a conscientização do câncer de mama.