neuroplasticidade, ansiedade, terapias integrativas, saúde mental.
Considerando o elevado índice de diagnósticos e os desafios decorrentes das limitações dos tratamentos convencionais, este projeto teve como objetivo investigar de que forma a neuroplasticidade pode ser estimulada no tratamento dos transtornos de ansiedade. Por meio de uma revisão integrativa da literatura científica, foram analisados artigos publicados entre 2008 e 2025 que abordam intervenções farmacológicas e não farmacológicas capazes de promover adaptações cerebrais positivas. Os resultados indicam que, além dos medicamentos de primeira linha, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e ansiolíticos adjuvantes, como os benzodiazepínicos, práticas como exercício físico, atenção plena, sono adequado, alimentação equilibrada, musicoterapia têm demonstrado potencial na promoção da neuroplasticidade e na consequente redução dos sintomas ansiosos. Por apresentarem baixo risco de efeitos adversos, essas abordagens podem complementar o tratamento farmacológico e contribuir para a minimização dos seus efeitos colaterais. Conclui-se que estratégias integradas, que combinam diferentes modalidades terapêuticas, possuem maior potencial de recuperação ao atuarem em múltiplas vias do funcionamento neural. Assim, esta pesquisa reforça a importância da adoção de práticas baseadas no uso racional de psicotrópicos, especialmente diante dos riscos de dependência, tolerância e efeitos adversos associados ao uso prolongado. Destaca-se ainda, como contribuição para o enfrentamento da medicalização da vida, fenômeno que reduz questões humanas complexas a soluções exclusivamente farmacológicas, desconsiderando fatores biopsicossociais. Dessa forma, o estudo contribui para o desenvolvimento de protocolos mais amplos e personalizados, ampliando o repertório de cuidados em saúde mental e oferecendo alternativas acessíveis e cada vez mais eficazes.