Ação antifúngica de diferentes extratos vegetais no controle do fungo Alternaria spp. isolada de tomate

2025-2908.jovemEste projeto busca avaliar soluções inovadoras e naturais para o controle de fitopatógenos, oferecendo novas perspectivas para o manejo agrícola. A iniciativa se destaca pela contribuição à redução do uso de defensivos químicos, favorecendo práticas produtivas mais seguras, sustentáveis e alinhadas às demandas atuais de preservação ambiental e saúde pública.
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Toledo/PR
Academia Donaduzzi
Ciências Biológicas
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Fitopatógeno, Produtos naturais, Sustentabilidade

Resumo Científico

As doenças fúngicas representam um desafio para a produção agrícola, especialmente em culturas como o tomate, com perdas de rendimento e qualidade. O gênero Alternaria Nees é um dos principais causadores dessas infecções. O controle tradicional é feito com fungicidas químicos, que podem causar impactos ambientais, riscos à saúde humana e resistência fúngica. Neste contexto, extratos vegetais surgem como alternativas sustentáveis. Este estudo avaliou a atividade antifúngica de extratos aquosos de diferentes plantas na inibição do crescimento de Alternaria sp., isolado de tomate (Solanum lycopersicum L.). Foram utilizadas folhas de limão, lavanda, arruda, canela, goiaba, romã, boldo, orégano, citronela e botões florais de cravo. O fungo foi isolado em meio BDA e identificado ao microscópio. As plantas foram higienizadas e submetidas à extração com água destilada a 90 °C (100 mL para 25 g de material vegetal), durante 10 minutos. Após filtração, 1 mL de extrato foi adicionado a placas de Petri com 20 mL de BDA fundente. Após solidificação, um disco de micélio (6 mm) foi posicionado ao centro. O experimento teve cinco repetições e controle negativo (sem extrato). As placas foram incubadas a 25 °C por sete dias. Após o período, mediu-se o diâmetro do crescimento fúngico e os dados foram analisados no RStudio. Os testes de Shapiro-Wilk (p=0,38) e Levene (p=0,74) indicaram normalidade e homogeneidade, permitindo a aplicação de ANOVA (p=0,37), que revelou ausência de diferença significativa entre os extratos. Apesar disso, o extrato de romã reduziu o crescimento fúngico para 4,52 cm, em comparação ao controle (6,1 cm). Os resultados sugerem que os extratos vegetais, especialmente o de romã, têm potencial como alternativa natural no manejo de fitopatógenos.