Horta, alimentação, sustentabilidade
Este trabalho apresenta uma proposta de solução sustentável voltada para problemas cotidianos enfrentados por grande parte da população, como insegurança alimentar, obesidade infantil e aquecimento global, com foco nas escolas públicas de ensino fundamental do Rio de Janeiro. O objetivo da pesquisa é contribuir com a redução desses impactos por meio da criação de hortas comunitárias automatizadas em escolas públicas, facilitando o acesso a alimentos nutritivos de forma acessível. A metodologia utilizada combinou análise qualitativa, com estudo de vídeos sobre hortas urbanas, e abordagem quantitativa por meio de questionários aplicados a pessoas de comunidades e professores. Os resultados apontaram que grande parte da população participante enfrenta dificuldades relacionadas à alimentação saudável e demonstrou interesse pela implementação de hortas. Além de contribuírem para a melhoria da qualidade alimentar, essas hortas podem gerar benefícios sociais e ambientais, como o reaproveitamento de resíduos orgânicos, a redução de ilhas de calor e a promoção do senso de coletividade. A proposta envolve também o uso de tecnologias sustentáveis, como captação da água da chuva, irrigação automatizada e uso de energias limpas, com o objetivo de garantir o funcionamento eficiente da horta com menor impacto ambiental. Experiências bem-sucedidas, como as hortas comunitárias de Manguinhos e Jacarezinho, no RJ, serviram de inspiração para o projeto, mostrando que é possível transformar espaços ociosos em áreas produtivas, com impacto direto na saúde, educação e qualidade de vida da população. Evidencia-se aqui a importância de iniciativas que promovam educação alimentar, sustentabilidade e inclusão social, especialmente para crianças em situação de vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que despertam a consciência ambiental e fortalecem a cidadania.