EXTRATO VEGETAL: UMA ALTERNATIVA AOS AGROQUÍMICOS NO CONTROLE DO FUNGO COLLETOTRICHUM MUSAE EM FRUTOS DA BANANEIRA- FAS

2025-2870.jovemO projeto “Extrato Vegetal: uma alternativa aos agroquímicos no controle do fungo Colletotrichum musae em frutos da bananeira” busca avaliar o uso de extratos de plantas como substitutos sustentáveis aos fungicidas químicos. Os resultados demonstram que espécies como Erva-de-Touro, Flamboyant, Guaco e Alfavaca apresentaram ação antifúngica eficaz, oferecendo uma solução natural, acessível e ambientalmente segura para o manejo da antracnose na banana.
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Toledo/PR
Colégio Estadual Jardim Porto Alegre
Ciências Biológicas
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Antracnose, Sustentabilidade, Banana

Resumo Científico

Para o controle doenças como a antracnose os agricultores fazem uso de agroquímicos, porém esse uso continuo destes produtos potencializa a resistência deste patógeno aos tratamentos além de causar prejuízos há saúde humana e o meio ambiente. Este estudo tem como objetivo avaliar o efeito antifungico de diferentes extratos vegetais no controle do crescimento micelial do fungo Colletotrichum musae em condições in vitro. Constatando os estudos prévios, escolheu-se as plantas Chá de jaborandi, Fel da terra, Mulungu, Sapatinho de judeu, Sete copa, Flanboyantzinho amarelo, Erva de santa luzia, Erva de touro, Amargoso, Figueira xilena, Buva, Poeja, Ortencia. Os extratos foram preparados em concentrações de 5g, 10g, 15g e 20g por litro de água, mantidos em um local sem incidência de luz por sete dias e em seguida foram diluídos em meio BDA, na proporção de 180 mL de meio BDA para 20ml de extrato vegetal. O meio foi então autoclavado e despejado em placas de Petri, que também foram devidamente autoclavadas. Após o resfriamento, foi realizado o processo de inoculação do fungo. As placas permaneceram em uma BOD por 7 dias a uma temperatura de 25°C e fotoperíodo de 12 horas. Durante este período, foram realizadas 3 avaliações do crescimento micelial do fungo, onde os dados analisados foram utilizados no SISVAR com teste de médias de Scott-Knott a 5% de significância. Conclui-se que nos testes feitos no meio in vitro o melhor resultado foi o extrato de Erva de Touro, que controlou cerca de 68% do crescimento do fungo, apresentado bons resultados. Após vários testes no meio in vitro decidiu-se fazer testes também no pós- colheita da fruta, onde foram-se selecionados todos os extratos vegetais das outras fases de projeto que haviam se destacado com mais de 50% de inibição. Concluiu-se que no teste em pós colheita os melhores extratos foram Flamboyant, Guaco e Alfavaca. Esses apresentaram resultados qualitativos melhores que os agroquímicos e o controle.