CAPTA – Cuidado Atento Para Transformar o Autismo.

2025-2821.jovemO Projeto CAPTA transforma ciência em cuidado ao desenvolver um kit lúdico e acessível para a detecção precoce do autismo (TEA). Criado em Monte Alegre de Sergipe, o CAPTA une empatia, educação e saúde, empoderando famílias e gestantes em situação de vulnerabilidade. Inclusão começa na escuta.
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Monte Alegre de Sergipe/SE
Centro de Excelência 28 de Janeiro
Ciências Humanas
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

Transtorno do Espectro Autista, Diagnóstico precoce, Kit educativo.

Resumo Científico

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta cerca de 1 em cada 36 crianças no mundo, segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC, 2023), configurando um desafio para políticas de saúde e educação, sobretudo em regiões com acesso limitado à informação e ao diagnóstico precoce. Diante desse cenário, o projeto CAPTA – Cuidado Atento Para Transformar o Autismo foi desenvolvido para investigar os principais fatores de risco associados ao TEA em crianças de Monte Alegre de Sergipe, com foco em aspectos gestacionais, genéticos, ambientais e sociais. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória, com abordagem mista, que aplica questionários estruturados a cem famílias, divididas entre grupos com e sem suspeita de TEA, além de promover rodas de conversa e registros em diário de campo. Com base na análise estatística dos dados, o projeto desenvolve e valida um kit educativo composto por cartilha, guia visual de sinais de alerta, cards e recursos lúdicos sensoriais. O projeto alcançou impacto institucional ao ser incluído no Plano Municipal de Saúde de Monte Alegre de Sergipe e integrado ao Programa Casa Azul de Porto da Folha , consolidando-se como política pública de inclusão e cuidado materno-infantil. A iniciativa visa ampliar o conhecimento sobre os sinais precoces do TEA, reduzir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico, e fortalecer ações de prevenção, acolhimento e inclusão desde a primeira infância. Alinhado aos ODS 3, 4, 5, 10, 16 e 17, o CAPTA consolida-se como um modelo de neuroeducação comunitária que une ciência, empatia e ação social, promovendo um futuro mais justo e acolhedor para as mães e crianças com TEA.