Imperatriz Leopoldina, Ensino de História, Teledramaturgia
Ao longo dos séculos, perdurou-se o arquétipo de “princesa” que ainda relaciona feminino ao fútil e ignorante. Entretanto, distante dessas narrativas ficcionais, a mulher executa funções muito além do que esperar pelo príncipe encantado e calçar sapatinhos de cristal. Assumindo responsabilidades que iam além do esperado para uma mulher da realeza daquela época, a Imperatriz Maria Leopoldina Leopoldina (1797 – 1826) se destacou como uma estadista, demonstrando grande desenvoltura diplomática. Contudo, apesar de protagonizar um dos principais eventos da história brasileira, a Independência do Brasil (1822), Leopoldina tem sua atuação política escanteada, restringindo-a ao âmbito familiar. Estando à sombra de seu marido, construiu-se no imaginário popular um estereótipo de fragilidade, pensamento que consolidou o seu esquecimento ao longo do tempo. Diante disso, o seguinte projeto pretende investigar a ausência da Imperatriz Leopoldina nos livros didáticos de História de Ensino Fundamental da Rede SESI de Educação e a forma pela qual a novela “Novo Mundo” — produzida e transmitida pela TV Globo em 2017 — possui potencial pedagógico. O presente trabalho propõe que a análise cinematográfica da novela possibilite reconhecer a maneira como Maria Leopoldina é apresentada, quais aspectos de sua vida são enfatizados ou omitidos, além de como estas representações podem impactar a visão histórica dos telespectadores. Nesse sentido, visa-se perceber sua potencialidade para a ressignificação das presenças e ausências de sujeitos sociais na Historiografia e no ensino de História. O trabalho foi realizado por meio da análise documental e bibliográfica, debruçando sobre o ramo de conhecimento do protagonismo político feminino no Brasil e, por meio da aplicação pedagógica e diagnóstica da novela, pela aplicação de uma atividade avaliativa, obter dados qualitativos e quantitativos sobre a eficácia da utilização de recursos audiovisuais no processo de ensino-aprendizagem.