Biorremediação, Biossorção, Bioacumulação, Automação, Inteligência artificial
A mineração é essencial ao desenvolvimento econômico e social, fornecendo matérias-primas para setores como construção, energia e tecnologia. No Brasil, o setor movimentou mais de R$ 250 bilhões em 2023, sendo um dos pilares da economia. Entretanto, suas atividades geram resíduos como CO₂, metais pesados e lama, exigindo soluções sustentáveis. O projeto MineraEcoSmart propõe um sistema automatizado, com Arduino e Inteligência Artificial (IA), para monitorar e otimizar o cultivo de Pistia stratiotes e Chlorella vulgaris, espécies capazes de remover CO₂ e metais de águas residuais da mineração. A água tratada passa ainda por filtragem e desinfecção por luz UV, garantindo qualidade e segurança ambiental. A biomassa obtida, combinada à lama residual, é reaproveitada na produção de tijolos ecológicos, fortalecendo o conceito de tecnologia social. O sistema inclui minigeradores hidráulicos, que geram energia e oxigenam o meio, favorecendo o crescimento das espécies. A IA ajusta parâmetros como pH, temperatura, O₂ e luminosidade, identificando o melhor momento de colheita. Nos testes, o sistema automatizado removeu 80% dos metais, enquanto o não automatizado atingiu 48%, demonstrando alta eficiência. Os resultados já foram apresentados e o sistema é utilizado pela comunidade quilombola dos Arturos, em Contagem (MG), para melhorar a qualidade da água de suas nascentes. O MineraEcoSmart une inovação e responsabilidade ambiental, sendo apoiado por UFMG, UEMG, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Seu caráter educacional estimula estudantes por meio da educação STEM, promovendo consciência ambiental e formação de jovens agentes transformadores rumo a um futuro sustentável.