A omissão da mulher autista na pesquisa; motivos, efeitos e soluções

2022-026.jovemCom a autoria de uma mulher autista, o artigo "Omissão da mulher autista; motivos, efeitos e soluções" revisa toda a história do autismo e analisa a falta de protagonismo da mulher autista nela, o porquê dessa ausência, e os efeitos dessa omissão até os dias de hoje.
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Curitiba/PR
Bom Jesus Centro
Ciências Sociais Aplicadas
Pôster CientíficoRelatório

Palavras-chave

misoginia,capacitismo,autismo,estereótipos,machismo,deficiência

Resumo Científico

O objetivo deste projeto consiste em avaliar a disparidade de estudos de autismo entre mulheres e homens, as consequências dos estereótipos que foram formados por conta desta disparidade de pesquisas e também o preconceito único que a mulher autista sofre. O artigo também discute maneiras positivas para prestar apoio a mulheres autistas de acordo com seus traços e experiências únicas, divergindo de tratamentos padronizados e buscando uma forma acolhedora de viver com o autismo; sem considerá-lo como um absoluto de negativos ou positivos, mas apenas uma parte da vida do indivíduo e da sociedade que sempre estará lá. Além disso, propõe uma mudança de paradigma em relação ao autismo em si, eliminando estereótipos que omitiram a existência da mulher autista e oferecendo uma versão inclusiva, objetiva e fácil de entender. O artigo contém a revisão de literatura específica sobre o autismo, desde sua origem como um traço de esquizofrenia até os dias atuais no DSM-5; revisando os artigos de nomes conhecidos como Hans Aspergers e Leo Kanner, e também Grunya Sukhareva, doutora judia que descreveu traços autistas duas décadas antes dos autores mencionados anteriormente, mas esquecida na história até recentemente. O artigo também explica como a misoginia e capacitismo que a mulher autista sofre não existem em um vácuo, e interagem como um preconceito único que faz com que a mulher autista seja ainda mais alienada de seus colegas. Isso faz com que a mulher autista precise de apoio não padronizado, e que reconheça suas duas experiências marginalizadas, ser mulher e autista, ao mesmo tempo.